Uma questão muito intrigrante na cultura de nossa área é a adesão ou não
pela "liberdade", coloco assim pois muitos se acham livres usando
softwares proprietários, uma vez que temos pontos de vistas diferentes
sobre diversas questões.
Você sendo usuário do Windows, por
exemplo, afirma ter liberdade para instalar qualquer software freeware
que pode resolver seu problema instantaneamente, mas ai eu pergunto:
"Seu Windows é original?"
A resposta mais objetiva é "original de fábrica" com uma risada
"sinistra", mas tudo bem, não vou condenar essa atitude pois é a mais
condisente com nossa realidade.
Agora fica a questão onde está a
liberdade de se usar um software que preciso buscar recursos de burlar o
sistema de segurança e conseguir uma licença que seja válida para o uso
de todos os seus recursos?
Vamos analisar agora a "liberdade" do Linux.
Não
vou dizer que seja um software gratuito pois não é, simplesmente é
livre, o que seria isso, você pode usufruir de todos os recursos pagando
ou não por ele, temos exemplos bons para isso.
1) Existem diversas distribuições de GNU/Linux que simplesmente vamos ao site oficial e baixamos o CD ou DVD de instalação e pronto temos o SO funcionando sem custos.
2)
Existem também as distribuições que são livres mas tem licença de uso,
exemplo é a RedHat que resolveu fornecer suporte jurÃdico para seus
potenciais clientes, dando-lhes a licença e contrato de uso, isso não
quer dizer que as distribuições que não tem custo não tenham esse
suporte, mas ele simplesmente não é centralizado.
Depois de tudo o que opinei, você chegará para mim e dirá: "Mas tem softwares que não vão rodar no Linux",
eu digo que se você quiser ser livre de verdade busque a alternativa,
pois acredito, e confirmo, sempre vai ter alguém disposto a lhe fornecer
a solução, pois esse é o conceito dessa nova cultura da informática.
Conhecimento não deve ser fechado, deve ser compartilhado.
Bom aqui temos um paradigma, qual seria?
Na
opinião do mercado capitalista, esse conceito de liberdade é sulreal,
por que temos a falsa impressão que se eu não souber mais que o outro eu
não terei futuro, não terei lucro.
Não é bem assim, minha condição não é determinada por aquilo que sei fazer, mas sim pelo que sei e como o faço.
É
confuso realmente, mas mesmo que compartilhe o que sei com você, isso
não vai tirar o que já tenho, mas vai acrescentar naquilo que sou.
Sejam livres!